quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pintura de Fundo, Nome e Listras



Olá!

Estou postando as fotos do Trakinas por ocasião da pintura venenosa de fundo, nome e listras laterais, feitas em julho de 2008.

A importância da pintura venenosa é indiscutível, já que impede a proliferação de cracas no casco que atacam diretamente a fibra, podendo em alguns casos provocar a tão temida osmose.

Vale, portanto, o registro do cuidado que os proprietários dispensam na manutenção da embarcação, sempre com o apoio integral da Mar e Vida, a quem agradecemos mais uma vez.

Abraços e bons ventos.

Fabricio

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Período de 29 ago a 4 set 2008.



Olá! Bem-vindo a bordo!

Convidei meu amigo Norbert para me acompanhar durante a navegada com o Trakinas entre os dias 1 a 4 de setembro. Conheço ele acho que há uns dez anos, desde que ele apareceu em Monsuaba vindo da Alemanha. Na verdade, ele foi o primeiro a me acompanhar na estréia do veleiro, em dezembro de 2007.

Chegamos na Marina Bracuhy no dia 1.9.2008 e iniciamos os preparativos de abastecimento com mantimento. Fui de carro até o Bairro do Frade comprar óleo Quicksilver (recomendação do fabricante) para amaciar o motor. No retorno, uma volta pela marina para ver os veleiros e fui dormir. No dia seguinte sairíamos com o veleiro rumo à Ilha da Gipóia.


(Norbert apontado nosso rumo)

Dia 2.9.2008. Levantei por volta das 7h 30min, tomei café e fui comprar gasolina. Na volta, abasteci o barco e o Norbert foi correr.

Motoramos rumo I. da Gipóia. Minha intenção era amaciar o motor de uma vez, mas o vento favorável era convidativo. Acabamos velejando da metade do percurso até o destino. Ótima velejada. O GPS chegou a registrar 5.7 nós de velocidade. Ancoramos, mergulhamos e aguardamos a noite cair. Bela paisagem com muitas estrelas e uma bela lua crescente.

(Enseada dos Ossos - Gipóia)

Durante esse período aproveitei para estrear o GPS que me surpreendeu. Verdadeiro computador de bordo, registrando com muita maestria a velocidade, distância percorrida, trajeto etc.


(Pôr do Sol - Enseada dos Ossos - Gipóia)

Dia 3.9.2008. Levantamos cedo e rumamos para Ilhas Botinas. Eu pretendia estender a viagem até Sítio Forte, na Ilha Grande, aproveitando a bela velejada que chegou a registrar máxima de 7.2 nós, mas mudei de idéia, pois seria cansativa a volta. Passamos a tarde nas botinas e retornamos para o ancoradouro na Gipóia, na enseada da Armação.



(Botinas)

Dia 4.9.2008. Acordar cedo acaba sendo uma rotina quando se está embarcado. Não foi diferente no último dia. Rumamos nos 315 graus para conhecer a I. de Paquetá. Trata-se de uma pequena ilha dividida ao meio por uma praia de águas cristalinas e com uma enseada convidativa. Ao contrário do verão, quando fica lotada de lanchas, a ilha estava vazia. Apenas um Kecth 50 pés com bandeira argentina na poita. Ancoramos e fui até em terra mergulhando. O dia estava ensolarado e sem ventos.


(Ilha de Paquetá em dia de descanso)

Lá, troquei um dedo de prosa com o morador da ilha e dono do restaurante, o Sr. Aristides, ex-pescador. Descobri que ele chegou a vender banana pro meu Avô, que percorria aquela região na década de 60/70 com o majestoso Grajaú (cargueiro mencionado por Amir Klink no Livro Entre dois Polos) recolhendo banana dos produtores locais e levando para comercializar em Mangaratiba, de onde a carga seguia para abastecer a Capital.

Conversando sobre o tempo, ele me perguntou se eu sabia qual era a previsão, pois queria avaliar se abriria seu restaurante no fim de semana. Eu lhe disse que havia visto na internet tempo bom até o dia 12 de setembro, sem ventos do quadrante sul. Meio surpreso e desconfiado, ele disse achar estranho, pois de acordo com o “conhecimento dos antigos”, como ele mesmo frisou, geralmente, no quinto dia da Lua Nova o tempo vira. " E hoje é o quinto dia da lua nova", sentenciou.

Despedi-me de Sr. Aristides e retornei para o Trakinas para comer alguma coisa. De repente, como se São Pedro tivesse sido cutucado por aquele pacato senhor naquele quinto dia da Lua Nova, começou a soprar um sudoeste pra ninguém botar defeito, com direito a arrancar o ferro do Trakinas. Suspendi o almoço, recolhi o ferro e rumei para a Marina. Quando vi que aquele o Kecth 50 pés, que no início reinava impávido, também recuou e foi buscar abrigo, comentei com Norbert que definitivamente havíamos tomado a decisão mais acertada.


É isso aí.

Até a próxima e bons ventos.

Fabricio